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É possível remover os agrotóxicos dos alimentos

A adoção do modelo político neoliberal pelos países da América Latina entre o final da década de 1980 e o início da década de 1990 configurou, entre tantos outros impactos, uma mudança significativa no processo de produção agrícola, com claro incentivo à agroindústria de exportação, sobretudo aquela baseada em monoculturas latifundiárias (soja, milho, algodão etc.). Tal mudança, cujo mote principal era o aumento da produtividade agrícola, foi suportada, em grande parte, pelo implemento de novas tecnologias de produção, em especial uma série de agentes químicos utilizados tanto para o controle e o combate a pragas quanto para o estímulo do crescimento de plantas e frutos. O impacto do uso extensivo e indiscriminado destes agentes para as atuais e futuras gerações de trabalhadores é incalculável, assim como é difícil dimensionar os danos ambientais e sociais associados.

Um conjunto de evidências associa a toxicidade dos agrotóxicos a distúrbios encontrados na nossa população, como inflamação, estresse, disfunção mitocondrial, desregulação endócrina e imunológica.

Independentemente das intoxicações agudas que são comuns em algumas classes de pesticidas como organofosforados, a associação entre a exposição crônica e sub-letal a pesticidas e a prevalência de algumas doenças é um verdadeiro “fenômeno”.

A incidência de várias doenças malignas, neurodegenerativas, respiratórias, reprodutivas e o desenvolvimento de doenças metabólicas por diferentes vias de exposição a pesticidas (ambiental, residencial, parental) e sua associação com toxicidade reprodutiva e metabólica, tem sido cada vez mais objeto de estudo e sugerem fortes evidências sobre o possível papel das exposições a pesticidas em diversas doenças humanas, como cânceres, Alzheimer, Parkinson, esclerose lateral amiotrófica, asma, bronquite, infertilidade, defeitos congênitos, hiperatividade com distúrbio do déficit de atenção, autismo, diabetes e obesidade. A maioria dos distúrbios é induzida por inseticidas e herbicidas.

O que podemos fazer? É possível remover os agrotóxicos dos alimentos?

Sim, alguns estudos comprovam a possibilidade de diminuir a quantidade de agrotóxicos dos alimentos contaminados através de soluções baratas e caseiras, principalmente àqueles alimentos que se consomem com casca.

O primeiro passo é lavar todos os alimentos em água corrente (frutas e verduras, arroz, milho, feijões, sementes e oleaginosas e legumes).

Deixar de molho em solução salina (1 colher de sopa ou 10g de sal de cozinha para cada litro de água) por 10 minutos;

Depois, deixar de molho em solução com vinagre (25ml por litro de água) por 10 minutos;

Esses passos já removem 2 grupos de agrotóxicos diferentes. Para ampliar ainda mais a remoção:

Deixar de molho em solução com bicarbonato de sódio (1 colher de chá ou 1g por litro de água) por 10 minutos;

Lembrando que os passos anteriores devem ser realizados separadamente por 10 minutos cada. Sal de cozinha, vinagre e, se possível, bicarbonato, totalizando 30 minutos.

Cozinhar ou ferver no vapor. Tratamentos térmicos também ajudam a reduzir agrotóxicos.

São soluções simples e ajudam a, pelo menos, diminuir o impacto dos agrotóxicos no organismo.

Mas, quando for possível optar, prefira sempre os alimentos orgânicos.

Não deixe de compartilhar essas informações com seus contatos.

Juntos somos fortes.

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