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Devemos contar tudo às crianças?

Essa é uma dúvida muito comuns de pais e educadores que me procuram após algo acontecer na família. Será que devemos contar tudo para as crianças?

Não contar é menosprezar a capacidade de percepção das crianças, que são como esponjas e absorvem tudo do ambiente: conseguem perceber as alterações no ambiente e nas pessoas ao seu redor. Além disso, só quando a criança sabe o que aconteceu é que ela tem a oportunidade de elaborar a situação na sua cabecinha. Se, quando criança ela não tiver essa oportunidade, o sofrimento pode aparecer e maior em algum momento da vida. Ou seja, não tem como esconder a verdade para sempre. Um dia, mais cedo ou mais tarde, ela vai aparecer e pode deixar marcas.

A mentira, por si só, compromete a autoestima da criança, que se sente enganada e incapaz. E ainda corre o risco de se tornar um adulto inseguro e desconfiado. Se a verdade contada pelos pais, que são para a criança os seres mais amados, é uma mentira, como acreditar em outras pessoas?

Não dá para proteger as crianças do sofrimento, mas pode-se fortalecer seus recursos internos para lidar com as adversidades da vida e desenvolver a resiliência.

A melhor opção, em qualquer situação, é contar a verdade, por pior que possa parecer. Depois podemos ajudar a criança a superar. Isso não significa contar de qualquer jeito, mas respeitando o desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. É preciso saber o modo e o momento de falar e, tudo isso depende do histórico da família, do assunto tratado e da idade da criança. O importante é não negar a informação. Tente tirar da situação os aspectos positivos.

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